domingo, 3 de julho de 2011

A magia de uma rena!


Julguei não escrever tão cedo!
Janeiro já vai longe, eu sei... O assunto é o mesmo de sempre. Fico cansado de gostar de alguém!
Voltei a sentir aquele gostinho de gostar de alguém. O erro também é o mesmo de sempre, entrego-me, sou correspondido, mas a dúvida da incerteza paira no ar. Naquilo que estava a desenvolver...
Quando mais me esforço para não voltar a cair em erros do passado, o erro cai sobre mim e deixa-me novamente solto, livre, ainda que eu não queira essa liberdade que me é forçada.
Poderíamos estar muito bem perto do Natal e eu a escrever um conto ou um poema sobre a rena mais famosa do mundo, para quem não sabe, o Rodolfo... mas não! Estamos no verão e poderia ser muito bem mais uma paixoneta de verão... mas não!... não é.
Está confusa a leitura? Acredito que sim, embora a mensagem que está a ser passada seja de fácil compreensão para aqueles que sabem onde quero chegar.
Podia muito bem escrever aqui que o meu Natal chegou em Maio e que o maior presente que me trouxe foi algo que eu pensei que só existia em contos, uma rena!
Posso agora juntar o amor pela quadra natalícia com as paixonetas que surgem no verão e escrever uma história bonita. Ups! Bonita não pode ser, não tem final feliz.
Durante algum tempo voei de rena pelo caminho da felicidade, mas a viagem foi curta! Voei de tal maneira, que cheguei a tocar o céu... as estrelas! E o mal foi esse mesmo... ter voado muito alto. Caí a pique.
Provavelmente, coloquei o trenó à frente da rena. Ou seja, fui rápido demais.
A descida foi vertiginosa. E lá me desmoronei, quando sempre pensei que já não era possível bater mais no fundo!
A magia do Natal, foi-se. Esse Natal primaveril que me trouxe à memória recordações do passado e esperança para o futuro.
Esse natal de primavera que mesmo fora de tempo me gelou de novo o coração e me faz acreditar que tal como o pai natal, o amor é apenas uma invenção da mente humana. Fez-me acreditar que existia um Rodolfo quando na verdade o que existe é um ser-humano... mais um! Como todos os outros... especial para mim, mas igual aos outros.

Filipe Tiago Araújo, 19:48 de 3.07.11

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Grande Entrevista...

A felicidade resume-se, muitas vezes, a escassos momentos sendo eles ,horas, minutos, dias, meses, anos ou até uma vida.
Hoje liguei a televisão... os programas da tarde falam todos de histórias tristes, bem sucedidas ou homenagens. Tive azar! Hoje, precisamente quando eu liguei a televisão para me inteirar do que passa no país e no mundo, fiz zapping e parei num canal que falava sobre alguém que já não sabia o que era sorrir à muito tempo... que já não recordava os tempos de quando era feliz.
Hoje liguei a televisão e vi a felicidade nas lágrimas de alguém, durante 40 minutos, aproximadamente. O viver, o reviver de memórias recentes e transatas fizeram desse alguém uma pessoa feliz e diferente nesses 40 minutos.
40 minutos... Pfff! E só de saber que existe felicidade eterna para alguns, prolongada para outros e de tempo limitado para muitos, faz-me pensar em qual delas eu me incluo.
Faz-me viajar pelo passado e ver como tudo, contigo, era ilimitado e ao mesmo tempo real! O relógio não tinha ponteiros, as horas não se contavam, o passar do tempo era notado porque fazia dia e noite... mas apesar de não ter como contar o tempo, esse mesmo (o tempo) era pouco para estar contigo. Tinhamos tanto amor para dar um ao outro... (e agora suspiro).
A esse alguém, que vi hoje a chorar de felicidade, em êxtase, com nostalgia e dor de perda, num misto de sentimentos puros e profundos, invejo-o. Porquê?... porque se lembraram de fazer esse alguém feliz, para todo o país ver e até no estrangeiro!
E tantas vezes tentei gritar ao mundo que te amava e o feedback foi a banalidade dum mundo surdo e que fecha os olhos a uma "coisa" comum de nome Amor. Mas nunca foi um amor qualquer, desses muitos amores que andam por aí... nunca foi de comodismo, de oportunismo nem de solidão! Foi um amor genuíno, de duas pessoas que paravam o relógio mas não os dias para estarem juntos... Foi um amor de verdade. Um amor de verdades, de traições, de amizade, de lágrimas, de relações intensas, de um corpo-a-corpo!
Era um amor de eternidade, passou a um amor de carinho e por fim apagou-se a chama e hoje é um amor inexistente.
Hoje liguei a televisão e vi-me num programa que nunca foi meu, a viver emoções que também já foram minhas e a chorar de nostálgia e de saudade daquilo que fui, daquilo que fomos e que hoje não existe!
Hoje liguei a televisão e vi-te! Sim, é verdade por mais louco que pareça. A televisão da minha memória está sintonizada apenas num canal, aquele em que tu entras na minha cabeça todos os dias no mesmo horário... 24 horas sobre 24 horas!
Hoje liguei a televisão da minha memória para interromper as recordações de ti e para fazer o meu próprio programa no qual a minha audiência é apenas o silêncio do meu quarto.

Hoje, desliguei a televisão... Prometi a mim mesmo nunca mais a ligar!


Filipe Tiago Araújo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aquário de emoções

Descrever o que sinto neste momento não é fácil.
Posso dizer que um ano e alguns meses depois reencontrei aquilo que jamais pensaria encontrar de novo... a felicidade plena!
Hoje, tenho novo motivo para sorrir, novo motivo para os olhos brilharem, novo motivo para ver que o céu pode ser sempre azul e não tapado de nuvens cinzentas.
Hoje, tenho um novo motivo para (re)viver sentimentos passados que tantas alegrias me deram e depois se desvaneceram com o detriorar do tempo e da relação já dela inexistente!
Apesar do zodiaco dizer que sou Gémeos, estou de novo como Peixes na água... apenas difere a idade, a arrogância e pouco mais. De resto está lá tudo, de novo! ... a doçura, a entrega, a paixão, a chama intensa, a maturidade mais "à frente", a personalidade idêntica.
O mal de tudo isto é parecer que estou a viver a mesma história de novo, na insegurança que um dia termine da mesma maneira e o tempo vá apagando aquilo que de bonito se fez, se disse um ao outro, se partilhou, se viveu! E que apenas fiquem as memórias que nunca serão vagas e vão sendo como um cancro que nos vai matando aos poucos...
O tempo e a vida são quem ditam o destino das coisas, por vezes nós conseguimos "fintar" o destino, mas nunca conseguimos fugir dele. Resta-me deixar, que nesta vida, o meu destino seja ser feliz ao lado de alguém que gosta e me quer ver assim (feliz) por muitos e longos anos!
Estou e estarei sempre disposto a ver um sorriso como agradecimento e satisfação àquilo que eu lhe possa dar de mim... Um sorriso, um olhar intenso e brilhante já fazem de mim um ser-humano mais rico ainda para mais por saber que existe alguém para quem eu sou muito mais do que "da cintura para baixo".
Gosto de ti, simplesmente porque gosto!

Filipe Tiago Araújo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alegrame el dia! / Alegra-me o dia

Ahora es que veo
como te he perdido
no supe que el tiempo
pasó entre los dos

Que triste el fracaso
se acabó el camino
pensar que el destino
ya no es "tú y yo"

Hoy quiero pensar
que no te he perdido
que no estoy vencido
y puedo luchar...

...Por ti, por tu amor
porque un día me quieras
alégrame el día
y hazme soñar...

... Con un palabra
quizás con un beso
con menos que eso
yo seré feliz

Alégrame siempre
o cada mañana
alégrame el día
cuando estés aquí

Te extraño de lejos,
te quiero muy cerca,
comparte conmigo,
y hazme sonreír

Alégrame un rato
o toda mi vida
alégrame el día
juntos... hasta el fin

Que ciego, que tonto
jamás me di cuenta
que estabas tan cerca,
tan cerca de mí

Hoy eres mi amiga
y piensas en otro
que triste que solo
me quedé sin ti

Y espero encontrarte
en una sonrisa
ya no tengo prisa
te voy a esperar

Lo voy a intentar
abriré caminos
y nuestro destino
lo voy a cambiar

... Con un palabra

quizás con un beso
con menos que eso
yo seré feliz

Alégrame siempre
o cada mañana
alégrame el día
cuando estés aquí

Te extraño de lejos,
te quiero muy cerca,
comparte conmigo,
y hazme sonreír

Alégrame un rato
o toda mi vida
alégrame el día
juntos... hasta el fin.


Agora é que vejo

Como te perdi

Não dei conta que o tempo

Passou entre os dois


Que triste o fracasso

Terminou o caminho

Pensar que o destino

Já não é "tu e eu"


Hoje quero pensar

Que não te perdi

Que não estou vencido

E posso lutar...


... Por ti, por teu amor

Para que um dia me possas querer

Alegra-me o dia

E faz-me sonhar...


... Com uma palavra

Quiçá com um beijo

Com menos que isso

Eu serei feliz


Alegra-me sempre

Ou em cada manhã

Alegra-me o dia

Quando estiveres aqui


Estranho a tua distância,

Quero-te muito perto,

Partilha comigo,

E faz-me sorrir


Alegra-me um pouco

Ou toda a minha vida

Alegra-me o dia

Juntos... até ao final


Que cego, que tonto

Nunca me dei conta

Que estavas tão perto,

Tão perto de mim


Hoje és minha amiga

E pensas noutro

Que triste estou só

Fiquei sem ti


E espero encontrar-te

Num sorriso

Já não tenho pressa

Vou esperar por ti


Vou tentar

Abrirei caminhos

E o nosso destino

Vou mudá-lo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sonhos Furados...

A vida é uma caixinha de surpresas, nem sempre positivas. Mas por isso mesmo é que é vida! ... sempre a surpreender.
Crescemos com ideais... : " Eu quando for grande quero ser...!"
Hoje que sou grande quero ser pequeno. Quero voltar a sorrir, a ser feliz, a fugir ou a tardar a responsabilidade.
Quero ser o menino que em tempos fui... que brincava até à exaustão, que ria e fazia rir. Aquele que fazia traquinices e que sente saudade dos tempos de escola.
Quero ser o menino que já não sou!
Quero viajar no tempo e pará-lo na minha infância ou adolescência. Quero pensar que problemas não existem. Quero acreditar que ainda sou inocente, que vivo na fantasia, que ainda brinco "às escondidinhas" e que me escondo do futuro, esse mesmo que nunca pensara eu que fosse tão negro a ponto de ser tão indesejado!
Futuro que me ia reservar problemas, desilusões, fracasso e indecisão... Futuro de tempos obscuros, de crises profundas e sem rumo, desnorteado em busca de um trilho que o leve à perfeição.
Eu quando for grande quero ser jornalista! Entrar no mundo da televisão, relatar às pessoas os acontecimentos diários do país e do mundo... Dar a noticia, surpreender com a novidade!
Mas isso é só mesmo quando for grande, porque hoje ainda sou bem pequeno, sou um menino com pêlo na cara, não crescido o suficiente para alcançar o sonho, a maturidade e o realizar de uma vida em pleno.
Hoje sou apenas grande em idade, pequeno de corpo e mentalidade.
Sou o anónimo, o banal, o discreto... Hoje não sou noticia nem a noticia.
Hoje sou aquilo que a maioria das pessoas são... Hoje sou NINGUÉM!

Filipe Tiago Araújo

domingo, 5 de setembro de 2010

Boa viagem...

Um pedaço da minha história vai acabar por morrer...
Contigo levas o meu acreditar, o meu lutar, o meu suspiro.
Recordo com nostálgia o teu sorriso, o teu toque , o teu respirar, a tua beleza já dela única e especial.
Debaixo da arrogância encontra-se a mais bela e doce das pessoas que, com os olhinhos a brilhar, me faz suspirar e até chorar de saudade de tempos passados.
A nossa história termina aqui, agora!
No túmulo dela vão as recordações de um amor sempre verdadeiro, mas nem sempre sincero (de minha parte)... É com grande dor no peito que te vejo partir, de novo, mas desta vez sem um regresso agendado.
Os anos vão-se passar, eu guardarei para sempre o que houve de bom e de pior na nossa relação.
Recordo com muita saudade o teu último beijo... a discoteca apinhada, os teus olhos brilhavam daquela forma intensa e o meu coração batia a 1000 à hora!
Cedi... Cedi porque queria ceder! Cedi, porque tinha saudades da doçura fina e requintada da tua boca.
Depois abri os olhos e já lá não estavas... perdi-te para sempre meu amor!
De todos os beijos apaixonados e loucos, o último é aquele que eu guardo com especial carinho na minha memória... pois vi no teu olhar terno o meu amor do passado.
Aquele amor por quem eu deixei o trabalho a correr para cair nos seus braços...
Aquele amor por quem eu chorei para que regressasse nos tempos mais complicados da minha vida...
Aquele amor por quem eu choro de eterna saudade e que vai deixar mazelas no meu coração pela distância...
Aquele amor a quem eu devo um pedido de desculpas pelos erros cometidos e pela sua luta ter sido em vão!
Aquele amor de quem eu me despeço agora com uma homenagem sentida e verdadeira dum coração triste, abandonado e repleto de dor e de vazio...
A ti, amor de sempre, desejo aquilo que sempre me deste... felicidade, amor, ternura e uma vida em pleno.

Obrigado e desculpa... Para ti, TF.

Filipe Tiago Araújo

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Traição

Depois de dez meses passados na agonia a tentar esquecer um passado recente, um grande amor, eis que apareces tu na minha vida. Apareces num campo que não aquele em que já nos conheciamos. Surpresa boa!
Surpresa boa?! Que estou eu para aqui a dizer??! Em dez meses de vazio na minha vida nunca passei tal humilhação devido às feridas que deixaste no meu coração, depois daquela noite onde senti nojo e repugnância de ti.
Num mês e poucos dias corridos pensei ter encontrado uma fonte nova de vida... Mas tudo foi em vão. Conheço eu, hoje, uma pessoa que não foi aquela que conheci à tempos atrás.
Da alegria, passando pela simpatia e acabando na ternura, hoje és cinzento carregado, com ar imensamente pesado. És desilusão, solidão, és um fracasso...
Culpo-me copiosamente por não ter feito aquilo que deveria ter sido feito na altura em que me espetaste essas quatro facadas no coração... profundas, sangrentas, impiedosas.
As incertezas e desconfianças de hoje, são pela tua falta de respeito, de carácter, de personalidade. Falta-te tudo aquilo que cegamente gostarias de ter... Falta-te aquilo que julguei que tinhas quando nos envolvemos... Falta-te sobretudo CORAGEM! É isso que define os grandes Homens hoje em dia. Coragem para dar um NÃO quando tem que ser dado... Coragem para assumir responsabilidades quando têm que ser assumidas... Coragem para enfrentar a vida com os obstáculos permanentes que esta nos vai impondo.
Apesar de tudo, cresci!
Sei que enquanto viver, pessoas com esse falso aparato, com essa capa quase invisível, eu não quero mais. Não quero, porque estou habituado ao genuíno, ao terra-a-terra, à sinceridade.
Dói! Dói sim, porque amo alguém que não existe. Alguém que possivelmente não será feliz com outro alguém. Será habituada a viver uma vida de espinhos, de amargura, de desilusão, para sentir na pele o dissabor que é o não ser amada nem conseguir amar.
O amor chega àqueles que sentem, que têm coração, que pensam nos outros não como objecto mas sim como ser humano. O amor chega a quem é autêntico, a quem tem fibra, a quem tem personalidade e força de vontade para poder seguir enfrente.
Estás num patamar inatingível... Onde não chega o amor, a paz interior nem a coragem. Estás onde deves estar, num gelo profundo, no escuro, no vazio dos teus sentimentos.
Depois de te ter amado mais do que a mim próprio, a tua consciência ficará pesada, destruída, amargurada por aquilo que me fizeste passar... Pois assim eu farei para que te lembres sempre que possível.

Filipe Tiago Araújo, 22:13