segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Meu amigo, meu ouvinte...

Olha Zézito, é mais forte do que eu e lá volto a escrever...
Já sabes que vou escrever mais do mesmo e hoje, sendo domingo, e com a chuva a cair forte trazida pelo vento, ainda me dá mais vontade!
O segredo da minha escrita está na gota que cai do céu, assim como uma lágrima que desliza pelo meu rosto porque pensa sempre na pessoa a toda a hora... Sufoca-me e aleija-me, Zé! A dor é imensa e não tenho armas para a derrubar. O peito está frágil e mal aguenta já os suspiros dados pelo coração.
Estou triste Zé. Gostava de poder mudar o mundo e ter voltado atrás com algumas atitudes minhas... Mas os Homens são grandes por terem personalidade e carácter nas decisões tomadas, não é assim meu amigo?
Mas que adianta isso, se o mais importante para mim já o perdi?! Não sei onde fica o bom senso, Zézito! Já não sei mais o que é o certo e o errado... Para que lado pesa mais a balança.
Uma coisa eu sei, Zé... Que graças à força que me dás com lições da tua vida e aos conselhos que recebo do Rui, fico mais forte para bombear o coração com sentimentos positivos.
Mas e depois? ... Depois vem a chuva e o frio numa sintonia perfeita com o vento e me leva a pensar como estaria eu com essa pessoa agora... Aconchegados, quentes a ver um filme até nos deixarmos dormir.
A imaginação é fértil e o sonho de olhos abertos é gratuito!
Como suspiro agora, Zé! E sabes bem que o meu suspiro é de dor e também de alívio... Dor porque penso naquela pessoa e alívio porque é mais fácil não lhe falar. Mas a dor está cá! Veio para ficar...
Hoje apeteceu-me escrever, Zézito!
As palavras decidiram tomar conta do assunto e substituem a minha fala. Estou mudo para o mundo dos sentimentos mas apto de tacto para escrever o que a minha alma pede para que saia de mim, Zé.
Hoje foste o visado do meu texto, foste a minha mais do que perfeita companhia... foste o meu desabafo, meu ouvinte das palavras não ditas mas escritas.
Zé, é como se estivesses aqui e eu a falar contigo, pois tu entendes-me de uma maneira especial dos outros. Não que os outros não me entendam, mas... tu sabes!
Obrigado pelos ouvidos que disponibilizaste ao meu texto.
Obrigado pelos olhos que ouvem as minhas palavras mais profundas.
E assim termino, Zézito... Tinha necessidade de escrever!

Filipe Tiago Araújo, 23.10.2011 às 01:52h

domingo, 16 de outubro de 2011

Como te vejo...

Sei que o vais ler... Porque vi nos teus olhos que não te sou indiferente e que ainda te interessa um pouco, um quase nada daquilo que faço, neste caso, que escrevo.
Escrevo em vão até porque o único assunto que tenho para escrever és tu! Sempre tu!
Já viste como nos conhecemos, a casualidade que foi, o quão engraçado foi? ... E agora acabamos assim! Assim, porque nunca soube lidar com a tua liberdade e nunca soube respeitar o teu espaço. O teu esforço, mesmo ausente de sentimentos, para pervalecer um laço, um elo, foi notório e eu não estava nem aí para isso. Egoísta e com raiva acumulada.... talvez até nem seja raiva... algo de revolta, magoei-te. Feri o teu espaço, feri o teu respeito!
O teu vulcão interior entrou em erupção e as palavras mesmo que não ditas mas saídas em forma de escrita vieram que nem um tiro direitinhas ao ponto mais sensível do meu corpo, ao meu coração.
Respeitei a decisão, entendi e por isso não respondi... era o mínimo que poderia fazer!
Daquilo que poderia ter de ti, fiquei sem nada. Fiquei sem o teu sorriso, sem o teu abraço, mas essencialmente sem o calor de um dos teus olhares.
Passamos um pelo outro e aquilo que outrora foi quente agora torna-se gelado e tenso. E custou e custa!
Conheceste os meus amigos dos quais eu fui o intermediário. Todos que te falam cumprimentam-te... e eu, que fui o responsável para que tal acontecesse, fico a ver. É estranho e não estou habituado ao longo da minha vida que tal aconteça. A situação é nova e se tu soubesses a minha vontade!!! Sim, eu sei que tu sabes... mas agora é tarde e eu vivo a aprender com as consequências dos meus actos.
Fui com o intuito de ver-te mas ao mesmo tempo com o receio de cruzar-me contigo. Aconteceu! Embora tenha sido duro, passei no teste. E se um dia te disse por mensagem que te amava, pois nunca achei que merecesses que to dissesse na cara, hoje vinco esse "Amo-te!".
Digo porque ontem vi os teus olhos com o mesmo brilho da primeira vez, esse olhar que me fez derreter por ti. Mas no final da noite senti o frio da tua ausência e da tua posição tomada anteriormente em relação a nós! Senti a ausência da mensagem a dizer fosse o que fosse, quando na verdade esperava por uma, por muito remota que fosse a minha esperança... Mas tal como fizeste no facebook e como tens feito com a tua mente, também o meu número foi apagado da vasta lista do teu telemóvel. A mensagem não chegou, a ausência feriu-me e a saudade mata-me!
O que vale para meu consolo são os sítios que tu frequentas... Posso ver-te, apenas isso.
Embora ao ver-te já seja um regalo para os meus olhos e para a minha alma. Quanto mais não seja para me culpabilizar por ter sido bárbaro com um ser ausente de sentimentos mas que também é frágil.
Ontem lembrava ao meu irmão o teu toque... o toque da tua mão suave na minha cabeça. O toque da tua cara na minha cara. O olhar intenso a dizer-me mil palavras num silêncio cúmplice. O beijo... hum! Como recordo esse beijo...
Viver recordando-te é bom, mas também dói!
Para rematar, não quero que penses que este pedaço de palavras sejam desculpas para apaziguar o mal que te causei, ou se calhar, que me causei... Nada disso. Estas simples palavras são só para mostrar como me lembro de ti no ínicio e como te quero lembrar até ao fim.
Desculpas não se pedem, evitam-se! Eu não evitei, por isso não te as vou pedir...
Com amor, mas sobretudo como me conheces, com sinceridade... me despeço.

Filipe Tiago Araújo, 15.10.2011 pelas 03:24h

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sentimento Invisual

Está escuro...
Mas a luz fere-me os olhos!
Está muito escuro...
Mas vejo tudo tão claro.
Está escuro porque fechei os olhos,
A luz do pensamento trouxe-me uma ideia mais.
Agora sim, vejo tudo de uma maneira mais ampla.

Estava cego...
Mas os olhos continuavam bem abertos!
Estava mesmo cego...
Mas foste tu, por ironia, quem iluminou o meu caminho.
Estava cego por gostar de ti,
Com os olhos abertos caí no erro de sonhar acordado.
Uma cegueira tão grande que me "chamou" à razão.

Hoje vejo bem...
Embora não quisesse ver!
Hoje vejo muito bem...
O tempo que perdi contigo.
Hoje vejo bem como a tolice de um sentimento me pode fazer cair!
Ergo-me da "lama" em que me deixaste.
Na "lama" na qual me "sujei".

No escuro,
De amores perdidos...
Na cegueira,
Dum "adoro-te" sem feedback...
Hoje vejo como dei um passo em frente e tu és o passado,
Que fica atrás das costas.
Não te vejo, embora ainda te sinta mas que agora desprézo!

Filipe Tiago Araújo, 08.09.2011 01:11h

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Último olhar...

Lembro-me de quando entrei pela última vez e te vi
Senti pânico e de novo para a entrada, agora saída, corri.

Recordo-me das palavras que não disseste mas que saíram escritas
Essas mesmas palavras que me roeram por dentro de que só voltas em Setembro!
Tentei passar a noite inteira "longe" de ti, ignorando-te...
Mas o coração lançava-me o olhar na direcção dos teus olhos.
O ciúme invadia-me o corpo e inteligente foi a maneira de lidar com tal sentimento
Senti-me superior, senti-me grande, senti que era inatingível!
Vi o teu abraço a alguém que não era eu e voltei à realidade
Essa realidade que me diz que sou humano, que sinto, que dói.
O teu rosto não sorria... Já não era o mesmo das outras vezes, não tinha brilho nem encanto
Acenaste-me com a cabeça como de um "olá" gestual se tratasse.
Controlei a distância embora o meu corpo quisesse e tivesse "fome" do teu...
Bebi e fiquei "alegre"...
Tirei-te do pensamento temporariamente e sorri, dancei e fui feliz.
De regresso a casa pensei onde teria errado, mas não encontrei respostas à insistente pergunta!
A memória fazia um rewind da tua frase - "tentei mas não dá, desisto!" - sigo pensando...
Eu sim, tentei! Mas não deu...
Sou especial? Sim, é verdade. Mas isso chega?
Resposta à pergunta... NÃO!

O que faltou?
Alguém que não amou!

Filipe Tiago Araújo, 1:50h de 19.7.2011

domingo, 3 de julho de 2011

A magia de uma rena!


Julguei não escrever tão cedo!
Janeiro já vai longe, eu sei... O assunto é o mesmo de sempre. Fico cansado de gostar de alguém!
Voltei a sentir aquele gostinho de gostar de alguém. O erro também é o mesmo de sempre, entrego-me, sou correspondido, mas a dúvida da incerteza paira no ar. Naquilo que estava a desenvolver...
Quando mais me esforço para não voltar a cair em erros do passado, o erro cai sobre mim e deixa-me novamente solto, livre, ainda que eu não queira essa liberdade que me é forçada.
Poderíamos estar muito bem perto do Natal e eu a escrever um conto ou um poema sobre a rena mais famosa do mundo, para quem não sabe, o Rodolfo... mas não! Estamos no verão e poderia ser muito bem mais uma paixoneta de verão... mas não!... não é.
Está confusa a leitura? Acredito que sim, embora a mensagem que está a ser passada seja de fácil compreensão para aqueles que sabem onde quero chegar.
Podia muito bem escrever aqui que o meu Natal chegou em Maio e que o maior presente que me trouxe foi algo que eu pensei que só existia em contos, uma rena!
Posso agora juntar o amor pela quadra natalícia com as paixonetas que surgem no verão e escrever uma história bonita. Ups! Bonita não pode ser, não tem final feliz.
Durante algum tempo voei de rena pelo caminho da felicidade, mas a viagem foi curta! Voei de tal maneira, que cheguei a tocar o céu... as estrelas! E o mal foi esse mesmo... ter voado muito alto. Caí a pique.
Provavelmente, coloquei o trenó à frente da rena. Ou seja, fui rápido demais.
A descida foi vertiginosa. E lá me desmoronei, quando sempre pensei que já não era possível bater mais no fundo!
A magia do Natal, foi-se. Esse Natal primaveril que me trouxe à memória recordações do passado e esperança para o futuro.
Esse natal de primavera que mesmo fora de tempo me gelou de novo o coração e me faz acreditar que tal como o pai natal, o amor é apenas uma invenção da mente humana. Fez-me acreditar que existia um Rodolfo quando na verdade o que existe é um ser-humano... mais um! Como todos os outros... especial para mim, mas igual aos outros.

Filipe Tiago Araújo, 19:48 de 3.07.11

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Grande Entrevista...

A felicidade resume-se, muitas vezes, a escassos momentos sendo eles ,horas, minutos, dias, meses, anos ou até uma vida.
Hoje liguei a televisão... os programas da tarde falam todos de histórias tristes, bem sucedidas ou homenagens. Tive azar! Hoje, precisamente quando eu liguei a televisão para me inteirar do que passa no país e no mundo, fiz zapping e parei num canal que falava sobre alguém que já não sabia o que era sorrir à muito tempo... que já não recordava os tempos de quando era feliz.
Hoje liguei a televisão e vi a felicidade nas lágrimas de alguém, durante 40 minutos, aproximadamente. O viver, o reviver de memórias recentes e transatas fizeram desse alguém uma pessoa feliz e diferente nesses 40 minutos.
40 minutos... Pfff! E só de saber que existe felicidade eterna para alguns, prolongada para outros e de tempo limitado para muitos, faz-me pensar em qual delas eu me incluo.
Faz-me viajar pelo passado e ver como tudo, contigo, era ilimitado e ao mesmo tempo real! O relógio não tinha ponteiros, as horas não se contavam, o passar do tempo era notado porque fazia dia e noite... mas apesar de não ter como contar o tempo, esse mesmo (o tempo) era pouco para estar contigo. Tinhamos tanto amor para dar um ao outro... (e agora suspiro).
A esse alguém, que vi hoje a chorar de felicidade, em êxtase, com nostalgia e dor de perda, num misto de sentimentos puros e profundos, invejo-o. Porquê?... porque se lembraram de fazer esse alguém feliz, para todo o país ver e até no estrangeiro!
E tantas vezes tentei gritar ao mundo que te amava e o feedback foi a banalidade dum mundo surdo e que fecha os olhos a uma "coisa" comum de nome Amor. Mas nunca foi um amor qualquer, desses muitos amores que andam por aí... nunca foi de comodismo, de oportunismo nem de solidão! Foi um amor genuíno, de duas pessoas que paravam o relógio mas não os dias para estarem juntos... Foi um amor de verdade. Um amor de verdades, de traições, de amizade, de lágrimas, de relações intensas, de um corpo-a-corpo!
Era um amor de eternidade, passou a um amor de carinho e por fim apagou-se a chama e hoje é um amor inexistente.
Hoje liguei a televisão e vi-me num programa que nunca foi meu, a viver emoções que também já foram minhas e a chorar de nostálgia e de saudade daquilo que fui, daquilo que fomos e que hoje não existe!
Hoje liguei a televisão e vi-te! Sim, é verdade por mais louco que pareça. A televisão da minha memória está sintonizada apenas num canal, aquele em que tu entras na minha cabeça todos os dias no mesmo horário... 24 horas sobre 24 horas!
Hoje liguei a televisão da minha memória para interromper as recordações de ti e para fazer o meu próprio programa no qual a minha audiência é apenas o silêncio do meu quarto.

Hoje, desliguei a televisão... Prometi a mim mesmo nunca mais a ligar!


Filipe Tiago Araújo

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Aquário de emoções

Descrever o que sinto neste momento não é fácil.
Posso dizer que um ano e alguns meses depois reencontrei aquilo que jamais pensaria encontrar de novo... a felicidade plena!
Hoje, tenho novo motivo para sorrir, novo motivo para os olhos brilharem, novo motivo para ver que o céu pode ser sempre azul e não tapado de nuvens cinzentas.
Hoje, tenho um novo motivo para (re)viver sentimentos passados que tantas alegrias me deram e depois se desvaneceram com o detriorar do tempo e da relação já dela inexistente!
Apesar do zodiaco dizer que sou Gémeos, estou de novo como Peixes na água... apenas difere a idade, a arrogância e pouco mais. De resto está lá tudo, de novo! ... a doçura, a entrega, a paixão, a chama intensa, a maturidade mais "à frente", a personalidade idêntica.
O mal de tudo isto é parecer que estou a viver a mesma história de novo, na insegurança que um dia termine da mesma maneira e o tempo vá apagando aquilo que de bonito se fez, se disse um ao outro, se partilhou, se viveu! E que apenas fiquem as memórias que nunca serão vagas e vão sendo como um cancro que nos vai matando aos poucos...
O tempo e a vida são quem ditam o destino das coisas, por vezes nós conseguimos "fintar" o destino, mas nunca conseguimos fugir dele. Resta-me deixar, que nesta vida, o meu destino seja ser feliz ao lado de alguém que gosta e me quer ver assim (feliz) por muitos e longos anos!
Estou e estarei sempre disposto a ver um sorriso como agradecimento e satisfação àquilo que eu lhe possa dar de mim... Um sorriso, um olhar intenso e brilhante já fazem de mim um ser-humano mais rico ainda para mais por saber que existe alguém para quem eu sou muito mais do que "da cintura para baixo".
Gosto de ti, simplesmente porque gosto!

Filipe Tiago Araújo