terça-feira, 17 de julho de 2012

I can't make you love me

Hoje seria obrigatório escrever... Passaram 3 anos já!
Três anos que regressei e tu não estavas lá para me esperar.
Três longos anos, onde a estabilidade nunca mais me "bateu à porta"...
Parece absurdo, mas nem depois deste tempo todo e das vidas que levamos, te consigo esquecer... Agora sim posso dizer que, pelo menos uma vez na vida amei alguém que não a mim próprio.
Não sei porque te continuo a dar importância pois com o passar do tempo foste crescendo e regredindo se é que me faço entender.
Lembro-te inocente, apaixonado, frágil, responsável e dócil.
Hoje vejo-te vulgar (mesmo continuando tu a seres especial para mim), desleixado, amargo, frio e calculista. As palavras que me saem agora dos dedos criam-me medo e arrepio-me com o que vou escrevendo, porque nem parece que estou a falar de ti.
Já não és o mesmo de outrora... Eu cresci contigo e agora sinto-me culpado porque te pareces comigo! (como eu fui!)
Contudo não vim aqui para te julgar, nunca foi essa a minha função e nem será... pois já errei e continuo a errar e prova disso é este texto que escrevo na continuação de uma história que já terminou à 3 anos.
Acho que é a data que mais me marca, não esquecendo a do meu aniversário e a do teu... Ainda hoje estás entranhado em mim e por mais que queira não consigo tirar-te de dentro de mim. Pensei em rasgar as nossas fotos, as tuas cartas e bloquear todas as formas de contacto contigo mas seria perder uma parte da minha história de vida... duma história que mesmo não terminando com final feliz, foi uma grande lição de vida para mim e foram os meses mais felizes da minha vida!
Amei (com medo), mas fui muito amado por ti e isso já mais esquecerei... Talvez seja esse o motivo porque escrevo hoje, passados esses três longos anos. Uma travessia no deserto que certamente continuará pois neste vazio de anos não houve ninguém que fosse como tu.
Não falo de apaixonado até porque já não o estou, mas talvez seja pelo remorso de te ter dado o meu coração quando na verdade merecias o mundo. Mas digo-te que o meu coração foi do tamanho do mundo no que ao nosso amor diz respeito.
Espero fazer-te lembrar desta data, em que me deixaste quando eu estava mais do que nunca caído de amor por ti, para todo o sempre e enquanto tiver força nos dedos para escrever...
Há 3 anos e 7 meses atrás fui o homem mais feliz deste mundo, hoje tenho que viver com essa recordação e tentar seguir o meu caminho.

Obrigado por me teres feito crescer.

Filipe Tiago Araújo, 15.07.2012 pelas 4:20h

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sem Limites!

Podia ter escolhido, mas não!
Podia ter ignorado, mas não!
Podia ter sido o que não sou... mas não!

Jamais podia ser opção de escolha, pois o "perfeito" seria a normalidade.
Jamais poderia ter ignorado, pois seria posta em causa a minha essência.
Jamais poderia ter sido algo diferente daquilo que sou, pois não seria EU!

Conheço muitos e muitas que se "desviam" do certo(?!)...
Conheço muitos e muitas que fazem o que é certo!
Conheço alguns que optaram pela paz e o refúgio foi o suicídio.

Conheço-me bem demais para encontrar o caminho.
Conheço-me bem demais para saber que estou a fazer o "certo".
Conheço-me bem demais para valorizar a vida e ultrapassar obstáculos.

Valorizo quem se desvaloriza e cai sem se conseguir levantar.
Valorizo quem cai e se levanta sozinho para começar desde onde caiu.
Valorizo quem valoriza os outros pelo que são e não pelo que a sociedade pensa deles!

Amo uma Mãe que abraça a sua cria pelo que vê dela e não pelo que se diz dela!
Amo um Pai que chora de orgulho ao conhecer os valores da sua cria e não apontando o dedo pelo que é!
Amo os Avós, Tios, Irmãos e Primos que sabem o que és e te tratam pelo que significas para eles!

Não gosto que desistas de ser quem és.
Não gosto de te ver e sentir o teu olhar num vazio profundo.
Não gosto que te sintas um "trapo" e que te rasguem.

Gosto quando sabes o que é amar...
Gosto quando sabes que não há limites...
Gosto quando abres os horizontes e te sentes livre...
Gosto quando sentes que ser "diferente" é um dom...
Gosto quando começas a gostar de ti...
Gosto quando percebes que podes gostar daquilo que quiseres...

Gosto quando vês que - para além de seres Homem ou Mulher - vives, amas, sentes e és capaz do impossível.
Para ti que te defines como um ser-humano, o impossível é NADA!


Filipe Tiago Araújo, 4:01h do dia 17.04.2012

























quarta-feira, 7 de março de 2012

A Voz...

Esta é a voz...
A voz que quer gritar a tua ausência.
A voz calada pela dor da perda,
a voz que fala na imensidão solitária da madrugada.
A mesma voz que um dia te disse: "Amo-te!".
A voz dum personagem que não aceita a tua perda...

Recordo quando a tua voz me deu um simples "gosto de ti".
O eco dessa voz doce da qual hoje sinto falta...
Pena não teres sabido lidar com a voz do meu coração e do meu pensamento.

Depois daqueles dias tudo mudou!
A minha voz passou a ter eco porque não te encontrou mais.
A tua voz, entretanto, ecoa-me na cabeça...
e a saudade que sinto é tão grande que sou incapaz de aguentá-la sozinho.
Sinto-me amargo... tenho uma voz cá dentro de mim a moer-me o juízo...

É nostálgico olhar o passado e ver que hoje a tua voz não faz parte do meu quotidiano.
Triste é pensar em ti e ao mesmo tempo fechar os olhos e sentir o tocar das tuas mãos...
Os meus olhos veêm-te todos os dias apesar de não te ter à minha frente.
A tua voz diz-me o caminho pelo qual seguimos... e a dor é tão insuportável!
Hoje deu-me para ouvir a voz dos Paramore... "you are the only exception...".

A voz que grita o vazio dentro de mim é muito poderosa.
Tenho a certeza que ainda tínhamos tanto para dizer um ao outro...
Mas hoje, bem... hoje deu-me a real nostálgia de escutar a tua voz e o que ouço é o silêncio.

A voz é soberana e decidiu que as nossas se calassem para sempre. :'(


Filipe Tiago Araújo, 7.03.2012 pelas 05:30h

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Despertar da vida...

Acordei com um sentimento esquisito... Sinto que, desde aquela sexta-feira, tu e eu já não somos esses mesmos "tu e eu".
Talvez com a desilusão daquilo que os meus olhos assistiram, tenha caído o sentimento que agora se vai arrastando pelo chão. Fica o carinho especial de quem gostou e foi gostando. Mas realmente agora deu aquele clic! Por fim deixo-te como sempre quiseste e gostas de estar... livre e com autonomia.
Daqui para a frente será tudo perfeitamente normal, sendo tu especial à tua maneira mas sem tratamentos de excepção. Terás os que os mais próximos têm de mim, amizade e a atenção necessária... sempre por igual.
A magia acabou precisamente na próximidade da data mágica, o Natal. Numa altura em que deveria andar eu mais vulnerável, mais frágil e com os sentimentos num turbilhão... o velho de barbas brancas deu-me este presente antecipado, o de seguir com a minha vida sem que haja qualquer intermitência que seja.
Hoje estou completamente feliz porque te consegui tirar da minha cabeça e também do meu coração. Consegui fazer com que ele, o coração, deixe de acelerar a cada vez que te aproximas de mim. Agora bate ao ritmo normal... ao ritmo da amizade.
Ficamo-nos por aqui, por onde sempre quiseste ficar... pela amizade. Quem sabe não será o mais correcto?! Esperemos para ver.
Naquela sexta-feira, que mais parecia dia 13 pelo azar que tive de presenciar a traição de um amigo e o cair do pano da tua moral, regressei a casa vazio e a perguntar-me o porquê daquilo?
Mas passadas estas duas semanas o tempo deu-me a resposta... foi apenas e só um empurrãozinho para aquilo que já devia ter esquecido desde Junho. Contudo sempre continuei cego e a querer-te cada vez mais, talvez até por me teres negado a ti.
Hoje, sinto que tudo isso me serviu para crescer ainda mais. Aprendi com alguns erros e aprendi também muito bem a lição para que não se volte a repetir... quando não existe feedback, parte-se para a frente com a vida porque esta mesma são dois dias e o carnaval são três!
As minhas pernas agora já não vão tremer ao ver-te... O meu coração não vai disparar, nem os meus olhos irão brilhar com a mesma intensidade de outros tempos. O abraço será na mesma caloroso mas desnudo do sentimento que outrora trazia.
Contudo, ainda assim, espero ver-te sempre feliz e a fazeres, sempre, aquilo que mais gostas...
Agora poderás dizer a outros, futuramente, que já tiveste quem te amasse muito e da maneira mais louca e intensa, mas que também nunca percebeste nem soubeste lidar com essa forma de amar. Podes dizer que te sentiste uma pessoa amada mas que nunca soubeste retribuir... poderás dizer, inclusivé, que mais ninguém te saberá amar como eu te amei, com toda a certeza.
Finalmente consigo andar de sorriso rasgado novamente... Foram-se, com o amor, outros pensamentos de incertezas que me invadiam a alma. Agora, com pouco ou nada tenho que me preocupar.
Por último... Obrigado por teres aturado os meus disparates durante todo este tempo. =)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Palavras soltas...

Hoje, precisamente hoje, o passado regressou...
Eu vi-te e não disse nada!
Não te disse nada porque vi-te nos meus sonhos, lugar onde tudo é perfeito.

Se alguma vez me perguntares o porquê, não te saberei dizer a razão... Eu não o sei, por isso tudo e muito mais, perdoa-me.
Se alguma vez falarem mal do meu amor por ti, eu prenderei o teu coração... tu não entenderás, por tudo isso e muito mais, perdoa-me.
Nem uma palavra mais, nem uma só caricia haverá... isto acaba-se aqui, não há maneira nem forma de dizer que sim.
Se alguma vez acreditaste que por ti e por tua culpa me afastei, não foste tu... por tudo isso e muito mais, perdoa-me.
Se alguma vez te fiz sorrir, acreditaste pouco a pouco em mim, fui eu talvez... por tudo isso e muito mais, perdoa-me.
Sinto muito deixar-te assim, sem dizer-te adeus... perdoa-me!
Tantas promessas que se apagam hoje e nem sabemos o porquê... tantos casais que se amam hoje às escuras e na fantasia.
Tantos amores se reencontram hoje, nas canções e nas poesias.
Eu queria parar o tempo, com os teus olhos a fitarem-me... com a vontade de ficar aqui a abraçar-te.
Eu queria ter-te só para mim e que fosses para sempre meu... eu queria, sim queria!
Tantos momentos que recordo hoje... teu cheiro, teu riso e tua alegria. As coisas passam e assim é o amor... mas não o entendo nem o aceito, não!
Tantos casais que se amam hoje... e eu, esta noite, sem o teu amor.
É preciso dizer que não quando não existe outra saída para evitar essa dor, para evitar o rancor desse amor que hoje termina...
E estou a pedir a Deus que um bom amor te dê o seu abrigo... e estou a procurar valorizar este adeus. Eu não te esqueço!
E assim, fico sem ti... quero morrer por dentro.
Que será de mim? ... viver meu sofrimento! Alguma vez vais saber o quanto te amei quando me vires chorar por ti.
Com a noite como testemunha, conheci um novo sentimento... aprendi a respeitar a solidão.
Porque apenas te vi e com a alma te falei, me disse isso o silêncio... não existem palavras quando fala o coração.
Valeu a pena conhecer-te... valeu a pena apaixonar-me... Deixar esta cinzenta monotonia por este sem viver constante... deixar a paz em que vivia, por este inferno delirante!
Que triste foi, quando dissémos "adeus!"... E logo quando nos adorávamos mais.
Não sei se volto a ver-te mais tarde.... não sei o que será da minha vida...
Hoje quero saborear a minha dor... não peço compaixão nem piedade... a história deste amor escreveu-se para a eternidade!
Que triste, todos dizem que sou... que estou sempre a falar de ti... não sabem que pensando no teu amor isso me ajuda a viver.

(são várias frases retiradas de canções, que expressam o meu sentimento... desculpem pela falta de originalidade, mas hoje não me senti capaz!)






sábado, 29 de outubro de 2011

Bibó Porto, carago!

Porto de abrigo...
Porto de orgulho...
Porto Sentido!

Aqueles que mais invejam a tua beleza chamam-te de "cinzenta". São capitalistas, apreciam a modernidade de um arranha-céus, de prédios "rochosos".
Esquecem-se do escuro que isso provoca e ainda têm coragem de te chamar cinzenta?!
Esses mal dizentes esquecem-se do passado e das suas maravilhosas conquistas e histórias. Apenas o povo que te habita é que te reconhece cor! ... Desde o azul e branco, símbolo maior da cidade e que passeia o teu nome além fronteiras, passando pelo tinto do teu vinho com fama reconhecida internacionalmente, acabando no arco-íris de imagens que as casas da Ribeira te proporcionam.
Pelas ruelas e calçadas de Rui Veloso e Carlos Tê, a cidade é poesia aos olhos de quem a vê.
Poesia essa de Agustina Bessa Luis, orgulhosa do seu Porto, escrevendo ao som de Rui Reininho essa tal "Pronúncia do Norte".
Porto de Descobrimentos, tendo ao leme do seu "navio" esse grande homem dos mares, o Infante D. Henrique.
Porto de Passos... não de Coelho mas sim de Concelho. Imponente o edifício da câmara municipal, símbolo da cidade e da sua história. Situada na baixa, já assistiu a muitos acontecimentos... Revoluções de Abril, a festas de S. João, ao renovar sucessivo dos anos, festejos de campeões e ao olhar mais envolvido do turista longínquo.
O Porto é quem leva os fantasmas de Pedro Abrunhosa... é o sítio ideal para rir com uma piada de Óscar Branco.
Esta cidade é vista por um Porto Canal e ouvi-la é um(a) Festival.
No lusco-fusco torna-se mística, envolvente, já dela única e misteriosa. Sem dúvida, especial.
Os seus gostos variam... entre a bela feijoada com tripas à moda do Porto e a saborosa francesinha de paladar único e exclusivo.
Um bom portuense para receber essa "distinção" - a de portuense - tem que subir à beleza arquitetónica da Torre dos Clérigos, pois não é portuense quem quer, só o é quem pode!
A ponte que te liga à outra margem - desse rio que de ouro tem pouco - já te viu menina, moça e mulher.
Acompanhou-te como sendo Património Mundial, Capital Europeia da Cultura em 2001 e acompanha-te todos os dias na travessia rodo/ferroviária, apreciando a tua beleza inigualável na conjugação de cores daquela que é a "cascata" mais bonita do país.
Este Porto também é notícia trazida por Judite de Sousa, é luta pela regionalização defendida por Pinto da Costa, é um Porto de nação aos olhos saudosos de José Maria Pedroto.
Este Porto sou eu, és tu, é quem o vive!
Este Porto deu nome à nação, deu a identidade que lhe faltava...
Esta cidade tem no seu brasão a seguinte distinção: "Antiga Mui Nobre e Sempre Leal Invicta Cidade do Porto".

Filipe Tiago Araújo, 29.10.11 pelas 8:58h

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Meu amigo, meu ouvinte...

Olha Zézito, é mais forte do que eu e lá volto a escrever...
Já sabes que vou escrever mais do mesmo e hoje, sendo domingo, e com a chuva a cair forte trazida pelo vento, ainda me dá mais vontade!
O segredo da minha escrita está na gota que cai do céu, assim como uma lágrima que desliza pelo meu rosto porque pensa sempre na pessoa a toda a hora... Sufoca-me e aleija-me, Zé! A dor é imensa e não tenho armas para a derrubar. O peito está frágil e mal aguenta já os suspiros dados pelo coração.
Estou triste Zé. Gostava de poder mudar o mundo e ter voltado atrás com algumas atitudes minhas... Mas os Homens são grandes por terem personalidade e carácter nas decisões tomadas, não é assim meu amigo?
Mas que adianta isso, se o mais importante para mim já o perdi?! Não sei onde fica o bom senso, Zézito! Já não sei mais o que é o certo e o errado... Para que lado pesa mais a balança.
Uma coisa eu sei, Zé... Que graças à força que me dás com lições da tua vida e aos conselhos que recebo do Rui, fico mais forte para bombear o coração com sentimentos positivos.
Mas e depois? ... Depois vem a chuva e o frio numa sintonia perfeita com o vento e me leva a pensar como estaria eu com essa pessoa agora... Aconchegados, quentes a ver um filme até nos deixarmos dormir.
A imaginação é fértil e o sonho de olhos abertos é gratuito!
Como suspiro agora, Zé! E sabes bem que o meu suspiro é de dor e também de alívio... Dor porque penso naquela pessoa e alívio porque é mais fácil não lhe falar. Mas a dor está cá! Veio para ficar...
Hoje apeteceu-me escrever, Zézito!
As palavras decidiram tomar conta do assunto e substituem a minha fala. Estou mudo para o mundo dos sentimentos mas apto de tacto para escrever o que a minha alma pede para que saia de mim, Zé.
Hoje foste o visado do meu texto, foste a minha mais do que perfeita companhia... foste o meu desabafo, meu ouvinte das palavras não ditas mas escritas.
Zé, é como se estivesses aqui e eu a falar contigo, pois tu entendes-me de uma maneira especial dos outros. Não que os outros não me entendam, mas... tu sabes!
Obrigado pelos ouvidos que disponibilizaste ao meu texto.
Obrigado pelos olhos que ouvem as minhas palavras mais profundas.
E assim termino, Zézito... Tinha necessidade de escrever!

Filipe Tiago Araújo, 23.10.2011 às 01:52h